Terminou nesta madrugada a greve, iniciada no último dia 29, dos cerca de 10 mil policiais militares e bombeiros no Estado do Ceará. As duas associações que representam a categoria decidiram entrar em acordo com o governo estadual e aprovaram um documento, assinado por todas as partes envolvidas no processo.
Parte das reivindicações dos militares foi aceita pelo governador Cid Gomes. No acordo firmado entre governo e policiais, os grevistas devem se apresentam nos seus quartéis até a meia-noite de hoje; em contrapartida, o governo concede anistia ampla e irrestrita a todos os que participaram do movimento grevista nos últimos cinco dias.
Além disso, serão pagos R$ 850,00 a todos os policiais que atuam nos turnos da manhã e tarde, gratificação que era paga apenas aos militares que trabalhavam no turno C (madrugada) das escalas de serviço. O governo também aceitou diminuir de 44 para 40 horas semanais a carga horária na escala de todos os policiais.
Outro item do acordo é o aumento salarial de 7%. Os militares exigiam aumento salarial de 80% até o fim de 2015. Para a categoria também foi prometida a anulação da liminar da desembargadora Sérgia Maria Mendonça Miranda, do Tribunal de Justiça do CE (TJ-CE). A magistrada, em decisão tomada na noite de segunda-feira, ordenou a volta imediata dos militares e multa de R$ 500,00, por dia, para cada um deles em caso de desobediência à ordem judicial, e de R$ 15 mil para as associações que representam a categoria.
Polícia Civil - À noite, os policiais civis, que também lutam por reajuste salarial, decidiram voltar à greve, desta vez com adesão de 100%. O sindicato da categoria (Sinpoci) alegou que a Polícia Militar conseguiu promessa de aumento, enquanto a categoria, em cinco meses, em 2011, fez a paralisação conforme a lei e não conseguiu êxito.
Em 14 de dezembro de 2011, a mesma desembargadora já havia reconhecido a ilegalidade de uma greve dos policiais civis após o Estado impetrar pedido de liminar. Na ocasião, a magistrada ressaltou que o direito de greve não era absoluto, principalmente no que dizia respeito à prestação de serviço público e, em especial, à segurança pública. Ainda segundo a desembargadora, embora reconhecendo justas as pretensões da categoria em discutir condições de trabalho e remuneração, teria que ser ponderado o interesse público e a necessidade de se dar continuidade ao serviço essencial.
Em relação à greve iniciada na noite de ontem, o Sinpoci informou que líderes do movimento estão percorrendo diversas delegacias para convocar inspetores e escrivães a aderirem à paralisação. Eles pretendiam dirigir-se para o prédio da Superintendência da Polícia Civil, onde ocorria uma concentração de grevistas. Apenas os delegados devem permanecer nas delegacias. A paralisação da Polícia Civil é a terceira registrada em menos de um ano. O sindicato da categoria já havia promovido greves em julho e em outubro de 2011.
Na primeira paralisação, os grevistas haviam suspendido a greve após um mês. Já a greve de outubro só terminou em dezembro, após a Justiça considerar o movimento ilegal e determinar que os grevistas suspendessem a paralisação. Ainda assim, desde dezembro apenas 30% do efetivo da Polícia Civil, o mínimo exigido pela Justiça, estava trabalhando. Segundo o sindicato, a categoria quer a redução da carga horária de oito para seis horas diárias, reajuste salarial e o pagamento de um subsídio equivalente a cerca de 60% do valor pago aos delegados de polícia do Estado.
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Empresários desmentem 'arrastões' no Centro, mas alertam medo da população
A paralisação dos policiais militares no Ceará tem provocado uma onda de medo e deixado cidadãos em estado de alerta máximo para qualquer movimentação estranha. Desde a madrugada desta segunda-feira (02) até a manhã desta terça (03), internautas têm alimentado as redes sociais com informações de supostos "arrastões" em vários bairros de Fortaleza.
No entanto, várias dessas denúncias não passaram de boatos. Nesta manhã, lojas fecharam no Mercado Central de Fortaleza, mas de acordo com a associação de lojistas do centro comercial, não houve nenhuma ocorrência.
De acordo com o presidente da Associação dos Empresários do Centro de Fortaleza, João Maia Santos Júnior, tudo não passou de medo e maldade de algumas pessoas. " Infelizmente, alguns vendedores começaram a gritar sobre um arrastão. Não houve nada. Pessoal ficou com medo e começou a fechar as lojas, apenas tumulto".
"Os lojistas já estão abrindo, mas todos estão com medo. Tem policiamento do Cotam, tem helicóptero, o negócio está bem configurado, mas pessoal fica apreensivo", explica.
Já segundo o presidente da Federação das Associações do Comércio, da Indústria e da Agricultura do Ceará (Facic), Chico Barreto, que estava no Centro, um corre-corre de na Praça do Ferreira provocou toda a situação. "As pessoas estão assustadas. Passou polícia correndo atrás de meia dúzia de vagabundos e houve alvoroço", conta.
De fato aconteceu
No entanto, a cidade teve problemas sérios na noite desta segunda-feira. Um grupo armado invadiu um supermercado no bairro Montese e outro assaltou motoristas em uma rua do bairro Aldeota.
Gustavo de Negreiros
Fonte: Diário do Nordeste
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
900 agentes reforçam a segurança no Estado do Ceará
O Exército e a Força Nacional de Segurança disponibilizaram o efetivo para atuar em todo o Ceará durante a paralisação dos PMs. Planejamento de ações será feito diariamente

Setenta e nove homens do Exército desembarcaram ontem em Fortaleza para a Operação Ceará, deflagrada após a paralisação de policiais militares. Com o reforço, o efetivo disponível para atuar no Estado - que inclui também integrantes da Força Nacional de Segurança - chega a cerca de 900 agentes.
O Comando da 10ª Região Militar do Exército Brasileiro não divulgou detalhes de como o efetivo será empregado, mas garantiu que as decisões serão em conjunto com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). “É um planejamento feito dia a dia, de acordo com a necessidade”, informa o tenente-coronel Charles Moura, chefe do setor de comunicação social da 10ª RM.
A ideia é que o Exército e a Força Nacional de Segurança atuem no policiamento nas ruas, enquanto durar o movimento dos PMs. “Eles podem fazer todas as ações de Polícia”. Por enquanto, serão utilizados veículos próprios do Exército. Dependendo da necessidade, também podem ser usados carros da PM.
Os cerca de 900 agentes disponíveis incluem os 79 que desembarcaram ontem; os 140 homens do Exército que haviam chegado anteriormente de Teresina, no Piauí, e de Crateús, no Ceará; os 173 da Força Nacional de Segurança; e os mais de 500 que já fazem parte do efetivo do Exército em Fortaleza. “Se for necessário, a gente pode convocar mais de outros estados”, afirma Charles.
Greve
A paralisação dos policiais militares não é total. Os comandantes de algumas companhias conseguiram novas viaturas - já que as que pertenciam às unidades foram tomadas pelos manifestantes -e as rondas voltaram a ser realizadas. Ontem, O POVO viu PMs atuando nos bairros Conjunto Ceará e Parangaba. “Estamos com quatro viaturas circulando em comboio”, garante o comandante do 6º Batalhão da PM, tenente-coronel Hervano Macedo. A estratégia é para evitar que os manifestantes tomem as chaves dos veículos.
O POVO entrou em contato com o comandante geral da PM, coronel Werisleik Matias, mas ele não quis falar sobre os procedimentos que serão adotados pela Polícia. Ele disse que todas as informações sobre a operacionalização da segurança no Estado estão concentradas na 10ª Região Militar do Exército. (colaborou Viviane Gonçalves)
Por quê
ENTENDA A NOTÍCIA
A Força Nacional de Segurança e o Exército atuam quando é necessário reforço na área de segurança. No Ceará, a ajuda veio após ser deflagrada a paralisação de policiais militares na última quinta-feira, 29.
Serviço
Ocorrências policiais
Mesmo com a paralisação dos PMs, a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) continua recebendo registros de ocorrências.
Telefone 190
Números
173
È o número de homens da Força Nacional de Segurança disponibilizado para fazer policiamento no Ceará durante paralisação dos PMs
719
É a quantidade de militares do Exército disponível para ser empregada na Operação Ceará.
Saiba mais
A Força Nacional de Segurança foi criada em 2004 e atende às necessidades emergenciais dos estados, em questões onde se faz necessária a interferência maior do poder público ou for detectada a urgência de reforço na área de segurança.
De acordo com o Ministério da Justiça, é formada pelos melhores policiais e bombeiros dos grupos de elite dos estados, que passam por um rigoroso treinamento na Academia Nacional de Polícia (da Polícia Federal), em Brasília.
O grupamento é acionado sempre que situações de distúrbio público, em qualquer ponto do Brasil, requerem sua presença. A utilização depende de aprovação do governador da unidade da federação.
Na noite de sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff assinou portaria, publicada em edição extra do Diário Oficial, autorizando a atuação do Exército no apoio à segurança pública do Ceará.
O reforço do Exército e da Força Nacional de Segurança foi utilizado na festa do Réveillon no aterro da Praia de Iracema. Foram cerca de 500 homens.
Tiago Braga
tiagobraga@opovo.com.br
tiagobraga@opovo.com.br
Fonte: O Povo
festa da virada em Fortaleza (Aterro)
A cantora baiana Ivete Sangalo animou a festa de Réveillon no aterro da Praia de Iracema, que contou com cerca de 1,5 milhão de pessoas, segundo a Polícia Militar. A queima de fogos durou 15 minutos e encantou o público, que celebrou a chegada de 2012 na maior animação
O Réveillon de Fortaleza reuniu famílias e amigos que foram ao Aterro da Praia de Iracema para receber 2012, num ambiente agradável e seguro.
O Réveillon de Fortaleza reuniu famílias e amigos que foram ao Aterro da Praia de Iracema para receber 2012, num ambiente agradável e seguro.
Só no Aterro, 570 guardas municipais trabalharam para prevenir incidentes. O trabalho foi reforçado por 280 policiais militares e 400 seguranças
privados. Além disso, serviços de limpeza e plantão médico garantiram a paz já característica da festa.
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